quarta-feira, 19 de novembro de 2014

LEGIÃO URBANA - QUE PAÍS É ESSE ?


 
 
Que País É Esse?

Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas
E no Araguaia ia, ia
Na Baixada Fluminense
No Mato grosso
E nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papeis
Documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
 
 

QUE PAÍS É ESSE ? RENATO RUSSO!





Que País É Esse?

Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas
E no Araguaia ia, ia
Na Baixada Fluminense
No Mato grosso
E nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papeis
Documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

 

VÍDEO DO MEC PARA CRIANÇAS: MASTURBAÇÃO, SEXO DE MENINO COM MENINA E DE MENINO COM MENINO!

 
 
 
 

Masturbação, relação sexual e relação gay é a temática de um vídeo orientado pelo Portal do Professor, do MEC, para alunos do Ensino Fundamental Final (11 a 14 anos). Intitulado de “Medo de Que?” a animação que de infantil só tem as cores incita as crianças a iniciarem sua vivência sexual.
A tentativa das aulas deste bloco indicadas pelo portal é fomentar a desconstrução do que chamam a heteronormatividade, ou seja, a constituição tradicional da família formada a partir da união entre um homem e uma mulher.

• No vídeo os pais de Marcelo reforçam os “padrões” heteronormativos. Quais foram?
• Vocês acreditam que existe apenas esse “padrão” de comportamento? E tal heteronormatividade contempla a diversidade sexual?
• Os direitos sexuais de Marcelo foram respeitados? Por quê?
Orientações no Portal do Professor para as aulas.

Com a desculpa de combater o preconceito objetiva-se disseminar para um público que não tem a plena capacidade de discernir a prática genital. Logo no início da animação se é mostrado o garoto se imaginando tendo relações sexuais com uma mulher enquanto se masturba.
Em nenhum momento é apresentado os pais da criança conversando com ela sobre educação sexual, ao contrário, estes são mostrados como representação de um modelo opressor. Trata-se de um vídeo preconceituoso. 
Na verdade é apenas mais um dos materiais fornecidos com a permissão do atual Governo Federal com fins a desconstrução do que se entende como família. 

http://novaguia.org/animacao-do-mec-propoe-masturbacao/

Quadrilha do petrolão, cujo modo de operar foi revelado por Álvaro Dias, movimentou mais de 23 bilhões!



  19 de novembro de 2014     
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtido pelo jornal “O Globo”, informa que pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Lava-Jato fizeram movimentações consideradas atípicas no valor de R$ 23,7 bilhões entre 2011 e 2014. De acordo com o jornal, só em espécie, o Coaf identificou movimentação de R$ 906,8 milhões pelo grupo investigado. Ao todo, o órgão produziu 108 relatórios com alertas sobre possíveis irregularidades nas movimentações financeiras do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e das empreiteiras, e levantou a participação de pelo menos 4.322 pessoas e 4.298 empresas que, de alguma forma, participaram da movimentação dessa montanha de dinheiro extraída de fraudes em contratos com a estatal. A soma total envolve saques e depósitos.
Antes mesmo de ter acesso aos relatórios produzidos pelo Coaf, o senador Alvaro Dias já havia apresentado, ao participar das primeiras reuniões da CPI Mista da Petrobras, um mapa que mostra todas as conexões entre os envolvidos com falcatruas na Petrobras. O mapa, como demonstrou Alvaro Dias, revelava, de forma organizada, o roteiro da corrupção na maior empresa do País. De acordo com o trabalho, produzido pela assessoria técnica do senador, grandes empreiteiras, reunidas em cartel, combinavam preços de obras para a Petrobras. Com isso, contratos eram superfaturados, e parte do dinheiro do superfaturamento entre executivos da Petrobras e “operadores do esquema”. A propina, então, era repassada, por meio dos operadores, em diferentes porcentagens, para três partidos. O dinheiro da propina era usado em campanhas eleitorais dos partidos governistas.
“Podemos batizar este trabalho de mapa da mina, ou caminho das pedras, porque mostra a conexão de todas as denúncias e todos os fatos desde a origem, a fonte dos recursos e os desvios ocorridos, os valores envolvidos nas transações ilícitas que tem origem no cofre da Petrobras, e que foram descobertas pela Polícia Federal. O mapa revela até onde esses recursos chegaram na chamada lavanderia que se instalou para desviar milhões da estatal. Jamais vimos algo semelhante. Uma quadrilha, uma organização criminosa atuou com competência jamais vista no desvio de dinheiro da Petrobras”, disse o senador Alvaro Dias.
 
 

A REVOLUÇÃO DE 1964 ─ Após 50 Anos!


O Povo Merece Saber  as Dua Faces da Verdade, de Ambas as Partes

Em Curta-Metragem

        <> A Abolição da “Revolução” ? <>  Existe uma “máquina de formatar idéias” e implantá-las nas mentes desprevenidas ou propensas a aceitar e propalar rótulos, idéias politicas, ou apontar caminhos para novas ações políticas.  E, neste 31 de março, depois de a “Revolução de 31 de Março” ter sido assim chamada, por todos os segmentos da sociedade que em peso a apoiaram,  repentinamente, a “máquina” resolveu modificar o nome do movimento que impediu a CUBANIZAÇÃO do Brasil, e passou a chamá-lo de “Golpe”.  Isso é com certeza a realização de um bem planejado “downgrade”, visando, tão somente, desmoralizar este movimento histórico, que pode posteriormente ter, sim, se deteriorado e praticado ações que jamais deveriam ter sido praticadas, mas que num momento inicial salvou a Nação Brasileira de ser hoje uma outra ditadura, irmã em atitudes e em tempo da Cubana, que é o maior modelo de antidemocracia em todo o mundo, com exceção apenas da Coréia do Norte que também tem uma ditadura socialista ─ que não é do “proletariado” como preconiza a “doutrina” ─  dominada por um grupinho de pseudo-socialistas que estão muito mais interessados em ter saldos em dólares e contas em paraísos fiscais. A “máquina” fez questão de implantar e como num mantra, incansavelmente repetir o nome “golpe”.
 Este último nome serve bem aos propósitos daqueles que foram os vencidos na Revolução e agora preparam uma talvez perigosa e intempestiva revanche.  E assim, julgando que têm a seu lado a grande maioria da população, começaram a “cutucar a fera com vara curta”!

UM MOVIMENTO QUE TEVE O APOIO DE 99% DO POVO PODE SER CONSIDERADO APENAS Um GOLPE?

<> “Golpe” não se Dá com 99% de Apoio Popular! <> A grande maioria dos jovens ─ os abaixo de 55 anos, que só conhecem a revolução por ouvir dizer ─  estão repetindo os jargões que estão sendo usados nas redes de televisão e que estão a funcionar como uma lavagem cerebral.  Eles não viram e nem sentiram a revolta de 99% da população brasileira, que cansada das badernas que eram causadas por João Goulart e seus seguidores.  Foi essa população que exigiu que as forças militares dessem um basta em toda a baderna.  Para conhecimento dos jovens de hoje, que fazem coro repetindo os jargões que a “máquina” produziu e plantou em toda a mídia, é bom que fique claro que a Revolução de 64 foi iniciada pelo Governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto, por exigência quase total do povo mineiro, com participação por inteiro da Igreja Católica, das mulheres, da imprensa, no que foi seguido pelo Governador do Estado da Guanabara, o grande Carlos Frederico Werneck de Lacerda ─ ou simplesmente Carlos Lacerda ─ também seguido pelo governador do Estado de São Paulo, Ademar de Barros.
É interessante notar que há pessoas que têm equilíbrio e bom senso suficientes  para não radicalizar e reconhecer que a verdade às vezes tem dois lados.  Vi hoje, uma entrevista na Globo News de um membro do governo Dilma, do PT ─ Paulo Abraão, Secretário Nacional de Justiça ─ que muito sensatamente disse que “nenhum  governo se sustenta por tanto tempo (mais de 20 anos) apenas pelas forças das armas.  O movimento de 64 com certeza teve grande adesão e apoio popular” Só esperamos que ele não seja punido por dizer aquilo que é sensato e não o quê a“máquina” está a mandar.

O POVO NAS RUAS COMEMORA A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO - BELO HORIZONTE
COMEMORAÇÃO PELA VITÓRIA NO RIO E EM SÃO PAULO
MANIFESTAÇÕES DE SATISFAÇÃO PELA VITÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 64 EM TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS
COMEMORAÇÕES BRASIL AFORA PELO SUCESSO DA REVOLUÇÃO

<> A Influência de Forças Externas <> Para que ocorresse a Revolução de 64 foi determinante a participação indireta ─  mas muitas vezes quase direta ─ de duas nações estrangeiras. De um lado, Cuba, cujos líderes guerrilheiros Fidel Castro e seu irmão Raul haviam tomado o poder do ditador Fulgêncio Batista em 1959

e os Estados Unidos da América.  Cuba ao, tomar o pode,r ainda não era um país comunista, mas logo caiu nas garras da União Soviética que tinha interesse em ter uma base avançada localizada na ante-sala de seu maior inimigo:  Os Estados Unidos da América.  E como o socialismo só floresce com o forte adubo das ditaduras, logo o implantaram  na ilha que até hoje é governada pelos dois irmãos ditadores.  E como sua mentora ─ a Rússia (líder da então União Soviética) ─ logo demonstraram seu insaciável desejo de ampliar seu domínio pelos demais países da América Latina.  E, o Brasil foi a sua grande primeira meta já que encontraram um Presidente ─ João Goulart ─ e mais uma meia dúzia de líderes propensos e dispostos a lutar  ─ já àquela época ─ pela inviável  e demodé causa do socialismo Cubano ─ e Russo (Soviético) ─ ávidos de conquistar  novos espaços.

PRESIDENTE KENNEDY CONVERSANDO COM SEU EMBAIXADOR NO BRASIL, LINCOLN GORDON, QUE SERIA MAIS TARDE SEQUESTRADO PELA “ESQUERDA” BRASILEIRA.

<> O Apoio dos Estados Unidos<>  O apoio dos Estados Unidos foi essencial para a realização da Revolução.  Ela, talvez, não teria sido deflagrada se o embaixador Lincoln Gordon que, há muito ja vinha expondo a situação caótica brasileira para o Presidente Kennedy ─  um ferrenho inimigo do regime socialista de Cuba ─ não tivesse levado o recado do Governo de São Paulo ao governo americano,  solicitando ─INDEVIDAMENTE ─ a uma nação estrangeira, o apoio à Revolução.  Como os USA já estivessem extremamente preocupados com um posto avançado de Moscou ─  a ilha de Cuba ─  situada a apenas 110 milhas (cerca de 170 km) de suas costas, não quiseram correr qualquer risco de que a maior nação da América Latina também tivesse instalado um regime socialista. Assim enviou a sua armada para as costas de São Paulo e ali ficou apenas observando o desenrolar dos fatos.  Não foi, entretanto, “necessário” intervir ─ o quê se tivesse acontecido teria sido um grave erro ─ porque o apoio das próprias forças civis à Revolução foram suficientes para que não houvesse qualquer resistência e mostraram quão desnecessária seria qualquer indevida ingerência direta externa.
<> Onde a Revolução de 64 Errou? <>  Cumprido o seu papel histórico de  impedir e afastar  a possibilidade da implantação de um regime socialista no país, hoje já comprovadamente um fracasso em todo o mundo, a Revolução de 64 teve três fases:
a) Acertou na primeira quando atendeu aos governadores de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo, que exigiram a efetiva participação do Exército, iniciada pela 4.Região Militar (ordem dada pelo Governador Magalhães Pinto), sediada em Juiz de Fora, para por fim ao incontrolável caos que começou a se instalar no país a partir da renúncia do presidente ─ e frustrado candidato a ditador (seu plano falhou) ─Jânio Quadros, em 1961.  A partir daí,  o caos se instalou sobretudo nos grandes centros, onde as decisões nacionais eram tomadas.

MAGALHÃES PINTO, GOVERNADOR DE MINASE LÍDER MAIOR DA REVOLUÇÃO DE 64   
b) A Revolução de 64 falhou na segunda fase quando exagerou nas medidas de exceção (AI 5 e “Constituição” de 1967) quando então perdeu controle sobre os subalternos espalhados por este país de proporções continentais. A partir daí sim, um período negro se abateu sobre os intelectuais que se insurgiam contra o regime e contra aqueles que optaram por fazer oposição através da luta armada, as chamadas guerrilhas. Esses, como tudo indica, quando aprisionados eram, sim, submetidos a torturas para, talvez, confessarem nomes de outros, ou estratégias de ações de guerrilha.  Muitos deles desapareceram ou morreram em luta, ou mesmo em “justiçamentos” praticados pelos próprios companheiros de guerrilha quando se suspeitava de alguma traição. Dentre esses que sofreram com a repressão, encontravam-se um conterrâneos meus ─ Antônio Joquim ─ desaparecido desde a revolução ─ um colega de sala na  faculdade de direito, em BH ─ José Carlos Novais da Mata Machado que foi morto em combate ─ e o, também conterrâneo,  que apesar de ter passado por tudo isso, sobreviveu  ─ Milton Tavares Campos ─ e hoje nos brinda com excelentes artigos (leia alguns no blog que comanda, clique aqui e veja artigos do Milton.  Uma observação do Milton, que me foi feita há algum tempo atrás muito bem demonstra a clareza de suas idéias e sua sensatez. Ao invés de ficar se lamuriando como muitos ainda fazem, ele me disse algo parecido com (não exatamente com as mesmas palavras) “temos de encarar os fatos como eles realmente foram.  Afinal estávamos numa guerra!” Assim, nessa guerra, muitos dos dois lados morreram em combate, dentre os quais 120 dos revolucionários.  Mas a repressão com tortura física e moral àqueles que não estavam em combate foi um dos imperdoáveis erros da Revolução de 64.
c) Acertou na terceira fase quando o Presidente e General Geisel toma a iniciativa de iniciar a abertura política, que então é concluída pelo também presidente e General que o sucedeu, General João Batista Figueiredo culminando com a Lei de Anistia, que os revanchistas querem agora derrubar.
 Embora tenha tido mutias falhas, a Revolução falhou nm outro aspecto, talvez o causador de todos os desmandos praticados pelos subalternos. Embora seus líderes ─ presidentes militares ─ nunca tivessem tido a ambição pessoal nem de se perpetuarem no poder, nem de se enriquecerem aproveitando-se dele ─ como sói acontecer! ─ tanto é que religiosamente praticaram a alternância no poder, no entanto erraram sobretudo ao permanecer por um tempo muito longo nele.  Isso dá aos subordinados a sensação de segurança ao praticar atos por conta própria ─ que é também uma das causas da grande corrupção que hoje abunda no Brasil, conforme tem sido mostrado pela mídia ─  às vezes e freqüentemente sem o conhecimento de superiores.  A perpetuação no poder propicia a criação de feudos autônomos, pois seus titulares sabem que provavelmente não terão substitutos tão cedo e assim seus atos não serão fiscalizados.
Hoje já está devidamente comprovado que os presidentes militares não sabiam de muitas das arbitrariedades praticadas por seus subordinados.  Todos viram recentemente as gravações em tom de  revolta do presidente Ernesto Geisel ao saber de atos de torturas em seu governo, incluindo o do jornalista Wladimir Herzog,  que o fez demitir um general de quatro estrelas, para mostrar quem realmente mandava, em última instância.

HERZOG EMCONTRADO MORTO EM SUA CELA POUCAS HORAS APÓS TER SE APRESENTADO ESPONTANEAMENTE

<> Minhas 3 Fases <>  Também eu tive minhas três fases em tudo isso:
        a) A primeira, marcada pelo entusiasmo, nos momentos que antecederam a Revolução, quando eu escrevia alguns artigos para jornais, nos meus 19 anos e abominava a idéia de ver um dia  país adotar um regime tão ultrapassado como o Socialismo de Cuba, que era a aspiração de todos os seguidores de João Goulart, com seus famosos “Grupos dos 11” em cada cidade, pregados por Leonel Brizzola, a exemplo de outros hoje já falidos sistemas socialistas. Eu, como 99% dos brasileiros de então, fomos para as ruas em passeatas e carreatas para comemorar a Revolução.  O prefeito de minha cidade, Levy Campos, colocou sua Rural Willys, dirigida então pelo também meu amigo Maurílio Alves de Souza, a nossa disposição para convocarmos a população para as comemorações da vitória da Revolução.  A população ─ como em todo o Brasil ─ respondeu em peso!
b) A minha segunda fase já foi diferente.  O meu apoio à revolução já não era mais irrestrito e já como estudante de direito da Vetusta Casa de Afonso Pena (Faculdade de Direito da UFMG - BH) passei a participar das passeatas de protesto pela avenida Afonso Pena, depois que meu candidato à presidência da república ─ Carlos Lacerda ─ teve seus direitos políticos cassados, assim como Juscelino Kubistchek e Ademar de Barros, todos três candidatíssimos à Presidência da República, em 1965.
c) Minha terceira fase foi de apatia e decepção, quando se misturavam os vencedores e vencidos, todos querendo tirar proveito da situação, ou de ex-participantes do movimento, sempre se pintando como  “vítimas” dele, embora, como diria o meu amigo Milton, tivessem assumido a militância ou a luta armada conhecedores de todas as possíveis conseqüências de uma guerra!
<> Convite à Discussão <> Deixamos este escrito aberto às discussões de tantos quantos tenham suas idéias ─ não importando que sejam diferentes ─ pois democracia e convivência pacifica só se adquirem com a troca de idéias.  Mas desde já gostaria de perguntar àqueles que nesses 50 anos ─ de ambos os lados ─ desta mini Guerra de 1964, período em que ambas as partes viveram em paz:  Valerá a pena começar tudo de novo? Não estariam  alguns dos participantes desta Revolução, que não alcançaram seus propósitos indo com muita sede ao pote da revanche?  Vale a pena reabrir todas as feridas?  A a quem tudo  isso aproveitaria?

Artigo de Carlos A. M. FOSCOLO 
http://www.julioporto.com/

A REVOLUÇÃO DE 1964 - APÓS 50 ANOS - AS DUAS FACES DA VERDADE!



A REVOLUÇÃO DE 1964 ─  Após 50 Anos

O Povo Merece Saber  as Dua Faces da Verdade, de Ambas as Partes

Em Curta-Metragem

        <> A Abolição da “Revolução” ? <>  Existe uma “máquina de formatar idéias” e implantá-las nas mentes desprevenidas ou propensas a aceitar e propalar rótulos, idéias politicas, ou apontar caminhos para novas ações políticas.  E, neste 31 de março, depois de a “Revolução de 31 de Março” ter sido assim chamada, por todos os segmentos da sociedade que em peso a apoiaram,  repentinamente, a “máquina” resolveu modificar o nome do movimento que impediu a CUBANIZAÇÃO do Brasil, e passou a chamá-lo de “Golpe”.  Isso é com certeza a realização de um bem planejado “downgrade”, visando, tão somente, desmoralizar este movimento histórico, que pode posteriormente ter, sim, se deteriorado e praticado ações que jamais deveriam ter sido praticadas, mas que num momento inicial salvou a Nação Brasileira de ser hoje uma outra ditadura, irmã em atitudes e em tempo da Cubana, que é o maior modelo de antidemocracia em todo o mundo, com exceção apenas da Coréia do Norte que também tem uma ditadura socialista ─ que não é do “proletariado” como preconiza a “doutrina” ─  dominada por um grupinho de pseudo-socialistas que estão muito mais interessados em ter saldos em dólares e contas em paraísos fiscais. A “máquina” fez questão de implantar e como num mantra, incansavelmente repetir o nome “golpe”.
http://www.julioporto.com/conteudo/050414/image07.jpg
 Este último nome serve bem aos propósitos daqueles que foram os vencidos na Revolução e agora preparam uma talvez perigosa e intempestiva revanche.  E assim, julgando que têm a seu lado a grande maioria da população, começaram a “cutucar a fera com vara curta”!


UM MOVIMENTO QUE TEVE O APOIO DE 99% DO POVO PODE SER CONSIDERADO APENAS Um GOLPE?

<> “Golpe” não se Dá com 99% de Apoio Popular! <> A grande maioria dos jovens ─ os abaixo de 55 anos, que só conhecem a revolução por ouvir dizer ─  estão repetindo os jargões que estão sendo usados nas redes de televisão e que estão a funcionar como uma lavagem cerebral.  Eles não viram e nem sentiram a revolta de 99% da população brasileira, que cansada das badernas que eram causadas por João Goulart e seus seguidores.  Foi essa população que exigiu que as forças militares dessem um basta em toda a baderna.  Para conhecimento dos jovens de hoje, que fazem coro repetindo os jargões que a “máquina” produziu e plantou em toda a mídia, é bom que fique claro que a Revolução de 64 foi iniciada pelo Governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto, por exigência quase total do povo mineiro, com participação por inteiro da Igreja Católica, das mulheres, da imprensa, no que foi seguido pelo Governador do Estado da Guanabara, o grande Carlos Frederico Werneck de Lacerda ─ ou simplesmente Carlos Lacerda ─ também seguido pelo governador do Estado de São Paulo, Ademar de Barros.

É interessante notar que há pessoas que têm equilíbrio e bom senso suficientes  para não radicalizar e reconhecer que a verdade às vezes tem dois lados.  Vi hoje, uma entrevista na Globo News de um membro do governo Dilma, do PT ─ Paulo Abraão, Secretário Nacional de Justiça ─ que muito sensatamente disse que “nenhum  governo se sustenta por tanto tempo (mais de 20 anos) apenas pelas forças das armas.  O movimento de 64 com certeza teve grande adesão e apoio popular” Só esperamos que ele não seja punido por dizer aquilo que é sensato e não o quê a“máquina” está a mandar.


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O POVO NAS RUAS COMEMORA A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO - BELO HORIZONTE

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COMEMORAÇÃO PELA VITÓRIA NO RIO E EM SÃO PAULO

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MANIFESTAÇÕES DE SATISFAÇÃO PELA VITÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 64 EM TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

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COMEMORAÇÕES BRASIL AFORA PELO SUCESSO DA REVOLUÇÃO

<> A Influência de Forças Externas <> Para que ocorresse a Revolução de 64 foi determinante a participação indireta ─  mas muitas vezes quase direta ─ de duas nações estrangeiras. De um lado, Cuba, cujos líderes guerrilheiros Fidel Castro e seu irmão Raul haviam tomado o poder do ditador Fulgêncio Batista em 1959

http://www.julioporto.com/conteudo/050414/image12.jpg

e os Estados Unidos da América.  Cuba ao, tomar o pode,r ainda não era um país comunista, mas logo caiu nas garras da União Soviética que tinha interesse em ter uma base avançada localizada na ante-sala de seu maior inimigo:  Os Estados Unidos da América.  E como o socialismo só floresce com o forte adubo das ditaduras, logo o implantaram  na ilha que até hoje é governada pelos dois irmãos ditadores.  E como sua mentora ─ a Rússia (líder da então União Soviética) ─ logo demonstraram seu insaciável desejo de ampliar seu domínio pelos demais países da América Latina.  E, o Brasil foi a sua grande primeira meta já que encontraram um Presidente ─ João Goulart ─ e mais uma meia dúzia de líderes propensos e dispostos a lutar  ─ já àquela época ─ pela inviável  e demodé causa do socialismo Cubano ─ e Russo (Soviético) ─ ávidos de conquistar  novos espaços.

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PRESIDENTE KENNEDY CONVERSANDO COM SEU EMBAIXADOR NO BRASIL, LINCOLN GORDON, QUE SERIA MAIS TARDE SEQUESTRADO PELA “ESQUERDA” BRASILEIRA.

<> O Apoio dos Estados Unidos<>  O apoio dos Estados Unidos foi essencial para a realização da Revolução.  Ela, talvez, não teria sido deflagrada se o embaixador Lincoln Gordon que, há muito ja vinha expondo a situação caótica brasileira para o Presidente Kennedy ─  um ferrenho inimigo do regime socialista de Cuba ─ não tivesse levado o recado do Governo de São Paulo ao governo americano,  solicitando ─INDEVIDAMENTE ─ a uma nação estrangeira, o apoio à Revolução.  Como os USA já estivessem extremamente preocupados com um posto avançado de Moscou ─  a ilha de Cuba ─  situada a apenas 110 milhas (cerca de 170 km) de suas costas, não quiseram correr qualquer risco de que a maior nação da América Latina também tivesse instalado um regime socialista. Assim enviou a sua armada para as costas de São Paulo e ali ficou apenas observando o desenrolar dos fatos.  Não foi, entretanto, “necessário” intervir ─ o quê se tivesse acontecido teria sido um grave erro ─ porque o apoio das próprias forças civis à Revolução foram suficientes para que não houvesse qualquer resistência e mostraram quão desnecessária seria qualquer indevida ingerência direta externa.

<> Onde a Revolução de 64 Errou? <>  Cumprido o seu papel histórico de  impedir e afastar  a possibilidade da implantação de um regime socialista no país, hoje já comprovadamente um fracasso em todo o mundo, a Revolução de 64 teve três fases:

a) Acertou na primeira quando atendeu aos governadores de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo, que exigiram a efetiva participação do Exército, iniciada pela 4.Região Militar (ordem dada pelo Governador Magalhães Pinto), sediada em Juiz de Fora, para por fim ao incontrolável caos que começou a se instalar no país a partir da renúncia do presidente ─ e frustrado candidato a ditador (seu plano falhou) ─Jânio Quadros, em 1961.  A partir daí,  o caos se instalou sobretudo nos grandes centros, onde as decisões nacionais eram tomadas.

http://www.julioporto.com/conteudo/050414/image14.jpg

MAGALHÃES PINTO, GOVERNADOR DE MINASE LÍDER MAIOR DA REVOLUÇÃO DE 64     

b) A Revolução de 64 falhou na segunda fase quando exagerou nas medidas de exceção (AI 5 e “Constituição” de 1967) quando então perdeu controle sobre os subalternos espalhados por este país de proporções continentais. A partir daí sim, um período negro se abateu sobre os intelectuais que se insurgiam contra o regime e contra aqueles que optaram por fazer oposição através da luta armada, as chamadas guerrilhas. Esses, como tudo indica, quando aprisionados eram, sim, submetidos a torturas para, talvez, confessarem nomes de outros, ou estratégias de ações de guerrilha.  Muitos deles desapareceram ou morreram em luta, ou mesmo em “justiçamentos” praticados pelos próprios companheiros de guerrilha quando se suspeitava de alguma traição. Dentre esses que sofreram com a repressão, encontravam-se um conterrâneos meus ─ Antônio Joquim ─ desaparecido desde a revolução ─ um colega de sala na  faculdade de direito, em BH ─ José Carlos Novais da Mata Machado que foi morto em combate ─ e o, também conterrâneo,  que apesar de ter passado por tudo isso, sobreviveu  ─ Milton Tavares Campos ─ e hoje nos brinda com excelentes artigos (leia alguns no blog que comanda, clique aqui e veja artigos do Milton.  Uma observação do Milton, que me foi feita há algum tempo atrás muito bem demonstra a clareza de suas idéias e sua sensatez. Ao invés de ficar se lamuriando como muitos ainda fazem, ele me disse algo parecido com (não exatamente com as mesmas palavras) “temos de encarar os fatos como eles realmente foram.  Afinal estávamos numa guerra!” Assim, nessa guerra, muitos dos dois lados morreram em combate, dentre os quais 120 dos revolucionários.  Mas a repressão com tortura física e moral àqueles que não estavam em combate foi um dos imperdoáveis erros da Revolução de 64.

c) Acertou na terceira fase quando o Presidente e General Geisel toma a iniciativa de iniciar a abertura política, que então é concluída pelo também presidente e General que o sucedeu, General João Batista Figueiredo culminando com a Lei de Anistia, que os revanchistas querem agora derrubar.

 Embora tenha tido mutias falhas, a Revolução falhou nm outro aspecto, talvez o causador de todos os desmandos praticados pelos subalternos. Embora seus líderes ─ presidentes militares ─ nunca tivessem tido a ambição pessoal nem de se perpetuarem no poder, nem de se enriquecerem aproveitando-se dele ─ como sói acontecer! ─ tanto é que religiosamente praticaram a alternância no poder, no entanto erraram sobretudo ao permanecer por um tempo muito longo nele.  Isso dá aos subordinados a sensação de segurança ao praticar atos por conta própria ─ que é também uma das causas da grande corrupção que hoje abunda no Brasil, conforme tem sido mostrado pela mídia ─  às vezes e freqüentemente sem o conhecimento de superiores.  A perpetuação no poder propicia a criação de feudos autônomos, pois seus titulares sabem que provavelmente não terão substitutos tão cedo e assim seus atos não serão fiscalizados.

Hoje já está devidamente comprovado que os presidentes militares não sabiam de muitas das arbitrariedades praticadas por seus subordinados.  Todos viram recentemente as gravações em tom de  revolta do presidente Ernesto Geisel ao saber de atos de torturas em seu governo, incluindo o do jornalista Wladimir Herzog,  que o fez demitir um general de quatro estrelas, para mostrar quem realmente mandava, em última instância.

http://www.julioporto.com/conteudo/050414/image15.jpg

HERZOG EMCONTRADO MORTO EM SUA CELA POUCAS HORAS APÓS TER SE APRESENTADO ESPONTANEAMENTE

<> Minhas 3 Fases <>  Também eu tive minhas três fases em tudo isso:

        a) A primeira, marcada pelo entusiasmo, nos momentos que antecederam a Revolução, quando eu escrevia alguns artigos para jornais, nos meus 19 anos e abominava a idéia de ver um dia  país adotar um regime tão ultrapassado como o Socialismo de Cuba, que era a aspiração de todos os seguidores de João Goulart, com seus famosos “Grupos dos 11” em cada cidade, pregados por Leonel Brizzola, a exemplo de outros hoje já falidos sistemas socialistas. Eu, como 99% dos brasileiros de então, fomos para as ruas em passeatas e carreatas para comemorar a Revolução.  O prefeito de minha cidade, Levy Campos, colocou sua Rural Willys, dirigida então pelo também meu amigo Maurílio Alves de Souza, a nossa disposição para convocarmos a população para as comemorações da vitória da Revolução.  A população ─ como em todo o Brasil ─ respondeu em peso!

b) A minha segunda fase já foi diferente.  O meu apoio à revolução já não era mais irrestrito e já como estudante de direito da Vetusta Casa de Afonso Pena (Faculdade de Direito da UFMG - BH) passei a participar das passeatas de protesto pela avenida Afonso Pena, depois que meu candidato à presidência da república ─ Carlos Lacerda ─ teve seus direitos políticos cassados, assim como Juscelino Kubistchek e Ademar de Barros, todos três candidatíssimos à Presidência da República, em 1965.

c) Minha terceira fase foi de apatia e decepção, quando se misturavam os vencedores e vencidos, todos querendo tirar proveito da situação, ou de ex-participantes do movimento, sempre se pintando como  “vítimas” dele, embora, como diria o meu amigo Milton, tivessem assumido a militância ou a luta armada conhecedores de todas as possíveis conseqüências de uma guerra!

<> Convite à Discussão <> Deixamos este escrito aberto às discussões de tantos quantos tenham suas idéias ─ não importando que sejam diferentes ─ pois democracia e convivência pacifica só se adquirem com a troca de idéias.  Mas desde já gostaria de perguntar àqueles que nesses 50 anos ─ de ambos os lados ─ desta mini Guerra de 1964, período em que ambas as partes viveram em paz:  Valerá a pena começar tudo de novo? Não estariam  alguns dos participantes desta Revolução, que não alcançaram seus propósitos indo com muita sede ao pote da revanche?  Vale a pena reabrir todas as feridas?  A a quem tudo  isso aproveitaria?